quinta-feira, 26 de abril de 2012
Jovem mestre, pequena aprendiz.
Ele vivia me perturbando, vivia bagunçando meu cabelo. Lembro de quando agente brigava pelo melhor lado do espelho. Lembro de quando ele me empurrou e eu caí rolando que nem uma bola. Lembro de todos nós daqui da rua... brincando juntos, de queimada, de pira-pega, de pira-se-esconde. Lembro das piadas sem graça dele. Lembro que eu odiava quando ele tocava violão, porque eu achava que ele não sabia tocar direito. Lembro de ele me dando vários sustos, muitos que me faziam chorar... quando eu vi ele... deitado... tava torcendo pra que isso fosse mais uma das brincadeiras dele... que ele ia levantar rindo de mim como sempre fez, mas não. Lembro de quando ficamos presos na sala, porque estávamos com medo do barulho... lembro dele quase se mijando de tanto medo. Lembro das nossas conversas, de como ele me ensinava as coisas. Hoje eu vivo das lembranças do que um dia foi o Arthur Mauricio. Um homem com mente de menino. Vais fazer falta, primo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário