quinta-feira, 26 de abril de 2012

Jovem mestre, pequena aprendiz.

Ele vivia me perturbando, vivia bagunçando meu cabelo. Lembro de quando agente brigava pelo melhor lado do espelho. Lembro de quando ele me empurrou e eu caí rolando que nem uma bola. Lembro de todos nós daqui da rua... brincando juntos, de queimada, de pira-pega, de pira-se-esconde. Lembro das piadas sem graça dele. Lembro que eu odiava quando ele tocava violão, porque eu achava que ele não sabia tocar direito. Lembro de ele me dando vários sustos, muitos que me faziam chorar... quando eu vi ele... deitado... tava torcendo pra que isso fosse mais uma das brincadeiras dele... que ele ia levantar rindo de mim como sempre fez, mas não. Lembro de quando ficamos presos na sala, porque estávamos com medo do barulho... lembro dele quase se mijando de tanto medo. Lembro das nossas conversas, de como ele me ensinava as coisas. Hoje eu vivo das lembranças do que um dia foi o Arthur Mauricio. Um homem com mente de menino. Vais fazer falta, primo.

terça-feira, 24 de abril de 2012

"Sabe porque os loucos existem? Eles existem pra fazer o que os lúcidos não tem coragem."

Falsas expectativas

Aparências enganam, primeiras palavras e impressões também. A gente sempre cria ilusões, basta um primeiro gesto para já idealizarmos naquela pessoa o personagem perfeito que sempre imaginamos. Pois isso, nos decepcionamos. É preciso saber esperar, conhecer, isso antes de depositar o mundo nas mãos daquela pessoa. Nem todos são anjos que caíram do céu ao nosso lado, mesmo porque anjos tem asas, eles não caem do céu.

Era.

Ela era meiga, ela era gentil, era fofa, ela era maravilhosa, era uma menininha doce e sonhadora. E o problema disso tudo? Ela era.

Escondida.

Ela anda meio tentando se decidir, tentando se esconder. Ela sorri, porque sabe que chorar dói. Ela finge que nada está acontecendo. Ela parece feliz. Ela mente muito bem.

Complicada,

Confusa, safada, difícil de lidar, não era uma garota qualquer. Ela não sabia o que queria muito da vida, ninguém sabia lidar com ela, nem conviver. Na verdade nem ela sabia lidar com ela mesma. Ela não era perfeita, mas tinha um coração, não era o tipo que todos olhavam, maliciosa... uma das mais difíceis. Ela parecia ser fácil demais, mas era pura ilusão. Ninguém sabia como chegar nela e muito menos no coração dela. Podia ser fechada, difícil, mas conquistava qualquer um com seus sorrisos e olhares. Ela não estava ali para agradar ninguém, muito menos tentar ser o que não era. Muito pelo contrário, ela era até demais, mas também não fazia o tipo quietinha, falava palavões e não estava nem aí para a vida, ela sabia que as consequências seriam dela. Ela sempre pensava que deveria fazer o que quisesse porque só assim ela iria realmente viver a vida do que ficar agradando os outros.